16 de julho de 2016

Sobre o resultado da curadoria.

Amigos e participantes do IX Niterói em Cena. Hoje a noite, após as 23h, sairá o resultado da seleção para esta edição do festival. 
Foram 208 inscritos de todo o Brasil para as duas mostras (Mostra Peças e Mostra Cenas Curtas).
O trabalho da curadoria é grande e as reuniões acontecem desde o dia 26/08, último dia de inscrição.
Infelizmente, temos apenas 4 (quatro vagas) para a Mostra Peças e 28 (vinte e oito) vagas para a Mostra Cenas Curtas.
Não será possível contemplar a todos mas gostaríamos de agradecer aos que se inscreveram e desejar boa sorte aos artistas.




INSCRIÇÕES PRORROGADAS ATÉ 26/08/2016

Peças Adultas - 4 mil reais por espetáculo.


Cenas Curtas - 1º lugar R$ 3000,00

                           2º lugar R$ 2000,00

                           3º lugar R$ 1000,00

                                  Juri Popular R$ 1000,00



REGULAMENTO 9º NITERÓI EM CENA


ONDE: Teatro Popular Oscar Niemeyer

QUANDO: de 15 a 25 de setembro de 2016, a partir das 20h


Esta edição do Niterói em Cena possuirá duas categorias:
Mostra Cenas Curtas (competitiva)
Mostra Peças (não competitiva).
A seguir, há o passo a passo para se inscrever:


1. INSCRIÇÃO:

1.1 - Inscrições até o dia 19 de agosto de 2016. (PRORROGADAS ATÉ 26/08).

1.2 - Poderão participar artistas amadores e profissionais de todo o Brasil. Cada inscrição deverá apresentar o nome de um representante, que será o responsável pela comunicação com a produção do festival.

1.3 - O tema é livre, portanto serão aceitos textos inéditos ou consagrados. Não há distinção em relação à linguagem cênica, podendo participar trabalhos de qualquer estética ou linguagem, destinados ao público de qualquer idade.

1.4 - Os grupos poderão se inscrever com quantos trabalhos desejarem, o que poderá acarretar na seleção de mais de uma obra teatral por grupo.

1.5 - Grupos que contenham em sua ficha técnica a participação direta de integrantes da equipe do festival não estarão aptos à classificação.

1.6 - Somente serão aceitas inscrições via e-mail. O candidato, para efetivar a sua inscrição, deverá enviar para o endereço niteroiemcena@yahoo.com.br os seguintes itens:

a) ficha de inscrição preenchida (disponível no final do presente regulamento - www.festivalniteroiemcena.blogspot.com.br)

b) comprovante de depósito (escaneado ou fotografado)
ATENÇÃO: o candidato deverá escrever no comprovante de pagamento o nome de sua cena curta ou peça, além de indicar a categoria (Ex: Mostra Cenas Curtas e Mostra Peças).

c) vídeo da cena curta ou peça, sem edição (através de envio de DVD pelo correio ou link na rede).

* endereço para envio do DVD pelo correio: Rua Vereador Duque Estrada, 175/201 - Santa Rosa - Niterói/RJ CEP: 24240-211

OBSERVAÇÃO:
Os grupos que optarem pelo envio de DVD pelo correio devem garantir que cheguem ao endereço de destino até o último dia de inscrição.
Da mesma forma, os grupos que optarem por enviar links de suas cenas ou espetáculos devem garantir que os mesmos estejam disponíveis e acessíveis.


VALOR DA INSCRIÇÃO: R$ 50,00
(Categorias Mostra Cenas Curtas e Mostra Peças)
Obs: esta taxa não será devolvida caso o grupo não seja selecionado ou em caso de desistência.

Os depósitos deverão ser realizados na seguinte conta poupança:

BANCO ITAÚ
Agência 0584
C/P 37136-3/500
Em nome de Vivian Sobrino de Souza Assumpção
CPF: 086894897/70

ATENÇÃO: Trata-se de uma conta POUPANÇA!


2. SELEÇÃO E RESULTADO:

2.1 - A seleção será feita a partir das propostas de encenação e vídeos apresentados (julgados por uma comissão composta por profissionais da área teatral).

2.2 – Para a Mostra Cenas Curtas serão selecionadas 28 (vinte e oito) cenas, que se apresentarão nos dias: 15, 16, 17 e 18 de setembro de 2016 (sete cenas por dia).

2.3 – Para a Mostra Peças serão selecionados 4 (quatro) espetáculos, que se apresentarão nos dias: 21, 22, 23 e 24 de setembro de 2016 (um espetáculo por dia).

2.4 - A listagem dos trabalhos selecionados para participar do 9º Niterói em Cena será divulgada no dia 31 de agosto de 2016, através do blog do festival:

2.5 - A lista dos selecionados será divulgada já com a ordem das apresentações e dos ensaios, incluindo 5 (cinco) cenas curtas suplentes (Mostra Cenas Curtas) e 3 (três) espetáculos suplentes (Mostra Peças), em sua respectiva ordem de classificação.


3. ENSAIO TÉCNICO:

3.1 - MOSTRA CENAS CURTAS

3.1.1 - O palco do Teatro Popular Oscar Niemeyer estará à disposição dos grupos selecionados para a Mostra Cenas Curtas no dia em que ocorrer a sua respectiva apresentação, na parte da tarde (horário a ser definido em breve), e será destinado ao reconhecimento de palco.

3.1.2 - Cada grupo terá 30 (trinta) minutos improrrogáveis. Nestes ensaios técnicos, serão definidas as marcas de cenário, de luz e sonoplastia (utilizando o material de iluminação e som postos à disposição pela produção).

3.1.3 - Os horários e ordem de ensaios serão definidos previamente pela produção com caráter intransferível.


3.2 - MOSTRA PEÇAS

3.2.1 - O palco do Teatro Popular Oscar Niemeyer estará à disposição dos grupos selecionados para a Mostra Peças no dia em que ocorrer a sua respectiva apresentação (horário a ser definido em breve), e será destinado ao reconhecimento de palco e montagem técnica.

3.2.2 - Cada grupo, assim que souber de sua classificação como participante do evento, terá que enviar um mapa de luz e palco de seu espetáculo para o e-mail niteroiemcena@yahoo.com.br.


4. APRESENTAÇÕES:

4.1 - MOSTRA CENAS CURTAS

4.1.1 - Cada grupo selecionado para o festival terá 15 (quinze) minutos para a apresentação de sua cena com 2 (dois) minutos de tolerância. O grupo que ultrapassar esse tempo será automaticamente desclassificado;

4.1.2 - Os grupos deverão se adaptar às condições técnicas (som, luz e maquinaria) oferecidas pelo festival;

4.1.3 - As datas das apresentações serão:
15 de setembro (quinta-feira) – sete cenas;
16 de setembro (sexta-feira) – sete cenas;
17 de setembro (sábado) – sete cenas;
18 de setembro (domingo) – sete cenas;

4.1.4 - No momento da apresentação, deverá haver um membro do grupo na cabine de som e outro na cabine de luz para dar as orientações aos operadores.


4.2 - MOSTRA PEÇAS

4.2.1 – O espetáculo inscrito deve ter duração entre 60 e 120 minutos;

4.2.2 – O festival não oferecerá montador de luz, palco e cenografia. Sendo assim, caberá à produção do espetáculo contratado cuidar da montagem e desmontagem do mesmo;

4.2.3 – O grupo deve encaminhar o seu mapa de luz e palco com antecedência para a produção através do e-mail niteroiemcena@yahoo.com.br;

4.2.4 – Cada grupo selecionado deverá levar o seu próprio operador de luz e som. O festival não se responsabilizará pela operação;

4.2.5 - Os grupos deverão se adaptar às condições técnicas (som, luz e maquinaria) oferecidas pelo festival. A produção enviará o rider do teatro para o responsável pela inscrição. Qualquer item presente no espetáculo que não faça parte do acervo do teatro será de responsabilidade do grupo;

4.2.6 - As datas das apresentações serão:
21 de setembro (quarta-feira) – uma peça;
22 de setembro (quinta-feira) – uma peça;
23 de setembro (sexta-feira) – uma peça;
24 de setembro (sábado) – uma peça.


5. JURADOS:

5.1 - Os jurados selecionados serão profissionais qualificados e atuantes no campo teatral.


6. DEBATES:

6.1 - MOSTRA CENAS CURTAS

6.1.1 - Serão promovidos debates sobre cada cena apresentada;

6.1.2 - Os debates ocorrerão no dia seguinte de cada cena, sempre a partir das 16h, no Teatro Popular (local exato será divulgado posteriormente);

6.1.3 - A presença de representantes do grupo no debate é opcional. No entanto, o festival recomenda que o grupo se organize para enviar, pelo menos, um representante por acreditar que promover a discussão crítica e construtiva sobre arte, bem como o intercâmbio entre grupos, seja uma das principais funções do evento.


6.2 - MOSTRA PEÇAS

6.2.1 – Após a apresentação da peça contratada, ocorrerá um bate-papo entre grupo e plateia. Esta conversa será mediada pelos organizadores do evento e durará até 30 minutos.


7. PREMIAÇÃO / CACHÊ

7.1 - MOSTRA CENAS CURTAS

7.1.1 - A escolha das cenas premiadas seguirá o critério individual dos membros do júri, cuja decisão será soberana e irrevogável;

7.1.2 - A premiação será realizada no dia 25 de setembro (domingo), dia de encerramento desta edição do festival;

7.1.3 - As categorias premiadas serão:
1º lugar (júri técnico): R$ 3000,00 + troféu + certificado
2º lugar (júri técnico): R$ 2000,00 + troféu + certificado
3 lugar (júri técnico): R$ 1000,00 + troféu + certificado
Melhor cena (júri popular): R$1000,00 + troféu + certificado
Melhor direção: troféu + certificado
Melhor texto (inédito ou adaptado): troféu + certificado
Melhor ator: troféu + certificado
Melhor atriz: troféu + certificado
Melhor composição visual: troféu + certificado
Prêmio especial do júri: troféu + certificado

7.1.4 - Todos os prêmios em dinheiro serão pagos mediante a apresentação de nota fiscal no valor do prêmio;


7.2 - MOSTRA PEÇAS

7.2.1 – O festival selecionará 4 (quatro) peças e, para cada uma, ofertará o cachê de R$4000,00 (quatro mil reais);

7.2.2 – O cachê de cada espetáculo contratado será pago mediante a apresentação de nota fiscal no valor do mesmo;


8. CONSIDERAÇÕES GERAIS:

8.1 - A produção do festival realizará uma reunião com todos os grupos selecionados no dia 11 de setembro de 2016, às 17h, no Teatro Popular Oscar Niemeyer. Esta reunião não é de presença obrigatória. No entanto, recomendamos que aqueles grupos que não puderem comparecer por razões diversas (inclusive por serem de fora da cidade), leiam a ata da reunião que será publicada no dia seguinte no blog do festival pois questões relevantes sobre o evento serão debatidas;

8.2. Cada grupo é responsável pelas suas despesas com transporte, hospedagem e alimentação;

8.3 - Todos os pertences pessoais e os itens de apoio técnico específicos da cena (figurino, cenário, projetores, notebooks, extensões elétricas, objetos cênicos, etc.) são de inteira responsabilidade dos grupos.

8.4 - Os grupos participantes, automaticamente no ato da inscrição, cedem os seus direitos de som e imagem da participação no 9º Niterói em Cena, para uso da produção, por tempo indeterminado;

8.5 – Os grupos selecionados para a Mostra Cenas Curtas, no dia de apresentação de sua cena, deverão assinar um termo de responsabilidade relativo aos direitos autorais de seu trabalho. Este termo eximirá a produção do festival de qualquer responsabilidade sobre recolhimento e pagamento de direito autorais aos órgãos oficiais e autores;

8.6 - Os grupos selecionados para a Mostra Peças deverão providenciar a liberação dos direitos autorais e ECAD e entregá-los à produção do evento até a data da reunião com os selecionados no dia 11 de setembro de 2016 no Teatro Popular Oscar Niemeyer, às 17h.

8.7 - Toda e qualquer informação sobre ensaios e apresentações será fornecida através do blog www.festivalniteroiemcena.blogspot.com.br, devendo os participantes, de qualquer uma das categorias, acompanhar as atualizações;

8.8 - A inscrição neste festival implica na aceitação deste regulamento;

8.9 - O presente regulamento ficará à disposição dos interessados no blog www.festivalniteroiemcena.blogspot.com.br;

8.10 - Outros esclarecimentos poderão ser obtidos pelo endereço eletrônico niteroiemcena@yahoo.com.br
8.11 – Estará liberado, para os grupos que desejarem, fotografar ou filmar os seu trabalhos;

8.12 - Todos os casos omissos serão resolvidos pela equipe de produção do festival.


CRONOGRAMA GERAL DO 9ºNITERÓI EM CENA

15 de julho (sexta-feira) - Lançamento do regulamento

19 de agosto (sexta-feira) - Encerramento das inscrições (Mostra Cenas Curtas e Mostra Peças)

31 de agosto (quarta-feira) - Divulgação das cenas selecionadas

4 de setembro (domingo) - Data limite para os grupos selecionados enviarem fotos de divulgação

11 de setembro (domingo) - Reunião com os grupos selecionados, às 17h, no Teatro Popular Oscar Niemeyer

15 a 25 de setembro – 9ºNiterói em Cena
15 a 18 de setembro (qui a dom) – Mostra Cenas Curtas
21 a 24 de setembro (qua a sáb) – Mostra Peças
25 de setembro (dom) – encerramento do festival
(premiação Mostra Cenas Curtas)


INFORMAÇÕES


(21)98268-7147 (Fabio Fortes)

Coordenação geral: FABIO FORTES

Coordenação Artística: VIVIAN SOBRINO

Realização: F2 Produções Artísticas e Prefeitura de Niterói – Cultura – Fundação de Arte de Niterói



MODELO FICHA DE INSCRIÇÃO (Mostra Cenas Curtas)

9º Niterói em Cena
Com um grito preso na garganta


RESPONSÁVEL PELA INSCRIÇÃO:
TEL:
CEL:
E-MAIL:

CENA CURTA:

GRUPO:

CIDADE DO GRUPO:

AUTOR:

DIREÇÃO:

ELENCO:

SINOPSE:

PROPOSTA DE ENCENAÇÃO:


Durante o festival, há algum dia em que o grupo esteja impossibilitado de apresentar? Qual? (*lembramos que o período da Mostra Cenas Curtas é de 15 a 18 de setembro) ____________________

O grupo enviará para a seleção:

( ) DVD
( ) Link pela internet: (adicionar o link aqui)


A produção do festival, quando for possível, se esforçará para atender às solicitações de dias de apresentação dos grupos.

IMPORTANTE: Favor não enviar projeto em anexo.




MODELO FICHA DE INSCRIÇÃO (Mostra Peças)

9º Niterói em Cena
Com um grito preso na garganta


RESPONSÁVEL PELA INSCRIÇÃO:
TEL:
CEL:
E-MAIL:

PEÇA:

GRUPO:

CIDADE DO GRUPO:

AUTOR:

DIREÇÃO:

ELENCO:

DEMAIS INTEGRANTES DA FICHA TÉCNICA:

SINOPSE:

PROPOSTA DE ENCENAÇÃO:

DURAÇÃO DO ESPETÁCULO:


Durante o festival, há algum dia em que o grupo esteja impossibilitado de apresentar? Qual? (*lembramos que o período da Mostra Peças é de 21 a 24 de setembro) __________________________

O grupo enviará para a seleção:

( ) DVD
( ) Link pela internet: (adicionar o link aqui)


A produção do festival, quando for possível, se esforçará para atender às solicitações de dias de apresentação dos grupos.


IMPORTANTE: Favor não enviar projeto em anexo.

29 de novembro de 2014

CRÍTICAS MOSTRA INFANTO JUVENIL - DIA 15 (por Diego Molina)

A FESTA NO CÉU
Gene insanno companhia de teatro – Rio de Janeiro/RJ

“A festa no céu” é uma adaptação de Anilia Francisca a partir de um conto popular que fala sobre a perseverança do “mestre sapo” em chegar ao céu para participar de uma festa com animais alados.
A direção, também de Anilia, imprime um ritmo frenético à cena, mas abusa das movimentações. Um pouco de calma seria bem-vindo. Essa opção pela dinâmica da cena acaba sufocando a própria contação da história, que fica confusa em alguns momentos. Nesse sentido, a dramaturgia poderia ir mais direto ao ponto. Sinto, na verdade, a falta de mais diálogos. A utilização demasiada da narração talvez não seja o melhor caminho.
O elenco trabalha com uma mescla não tão interessante de sotaques e abusa das modulações de voz, elevando o registro da interpretação um tom acima do necessário. Mas percebe-se vigor e disposição nos atores e atrizes.
A cenografia é bonita, mas alegórica: não contribui tanto para o desenvolvimento da cena. Os figurinos são coloridos demais. A trilha sonora estranhamente tem origens e produção diversas, impedindo que uma unidade seja criada: há músicas gravadas, música ao vivo, músicas cantadas e o repertório é um pouco eclético demais, tocando até Anita.
Mesmo conduzido num ritmo acelerado o esquete acaba ficando um pouco longo. Isso se dá, além de tudo o que foi dito aqui, em função de algumas brincadeiras repetitivas, como a ideia de pular a cada vez que se fala a palavra “sapo”.
Trata-se de uma fábula rica e que merece mais foco e simplicidade para ser contada. Do jeito que está, infelizmente, o público não sente convidado a participar da festa, pois não consegue acompanhar plenamente a história. O ponto positivo é o final da cena, divertido e irônico.
Diego Molina (panodefundo@gmail.com)
Rio de Janeiro, novembro de 2014. 7º Festival Niterói em Cena.
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JUBAIA, O RECANTO DAS CORES
Grupo teatral LoucAtores – Rio de Janeiro/RJ

O esquete chama atenção logo no início pelo fato de possuir trilha sonora ao vivo, executada por uma banda, mas que fica posicionada fora do palco, na coxia. Não sei se isso é uma opção da direção ou consequência de um eventual problema técnico no dia da apresentação. De qualquer forma, é um desperdício.
O início do esquete talvez seja o grande problema do trabalho. A história parece demorar para “pegar”. E ainda, os momentos iniciais do trabalho têm sua compreensão prejudicada pelo excesso de modulações vocais do elenco. Esse tipo de dinâmica, além de poder cair em perigosos maneirismos de interpretação, diminui a força do trabalho porque imprime uma estética e um registro de composição de personagem que ficam maiores que os próprios personagens. Um jeito de falar repetitivo e previsível acaba cansando o espectador, que pode desistir de acompanhar a cena. Objetividade e menos “criatividade” nesse caso só tende a ajudar o trabalho dos atores e, consequentemente, do esquete. A música inicial também dificulta a compreensão do texto emitido pelos atores/atrizes.
A relação entre as cores e o nordeste parece obscura no início, e somente do meio pro final captamos o discurso proposto pelo texto. Um válido discurso, inclusive: o mote do preconceito e da discriminação. A história, no entanto, acaba sendo contada rápida demais, pois as cores logo aprendem a lição do esquete. Muito tempo é perdido com outros momentos. Uma sugestão: vão direto ao conflito. E dificultem o aprendizado das cores; fácil demais não faz sentido. Há que se trabalhar ainda uma maior diferenciação dos personagens. A cor preta é quem apresenta um destaque e uma personalidade realmente significativos.
Os melhores momentos do esquete são o solilóquio da cor preta e a dinâmica com os guarda-chuvas.
Diego Molina (panodefundo@gmail.com)
Rio de Janeiro, novembro de 2014. 7º Festival Niterói em Cena.
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CONTANDO ROMEU E JULIETA
Oficina social de Niterói – Niterói/RJ

Apesar da história descrita na sinopse ser um pouco diferente da apresentada em cena, “Contando Romeu e Julieta” é um ótimo esquete, mostrando boa sintonia entre o texto, a direção e o elenco.
A adaptação é um ponto positivo do trabalho. Condensando os encontros do famoso casal da obra de Shakespeare e se utilizando de dois confidentes (o rato e a ama), o texto consegue fluidez e desenvolvimento dramático. Um respiro dentro de uma mostra em que o teatro narrativo prevalece em detrimento ao diálogo.
Trata-se de uma cena divertida, com uma direção bastante inventiva e dinâmica, e que investe proveitosamente em uma referência: o filme “Moulin Rouge”, do diretor Baz Luhrmann. A inspiração proporciona prazerosos e engraçados momentos musicados tomando como base músicas brasileiras. O ponto negativo da direção fica a cargo das plaquinhas, que, apesar de serem uma ideia interessante, acabam ficando apagadas no fundo do palco, dificultando a leitura por parte da plateia.
O elenco está entrosado e embarca na proposta da direção, com destaque para as duas atrizes – sem demérito do elenco masculino, que também está bem. A ressalva se encontra no fato de que em alguns momentos não é possível entender completamente o texto pela falta de projeção da voz. Também alguns maneirismos vocais, por parte de um ou outro ator, dificultam a compreensão do texto, pelo excesso de modulações.
Uma cena com boas ideias e bem realizada, e que aposta – acertadamente – no desenvolvimento dramático da história, muito bem contada.
Diego Molina (panodefundo@gmail.com)
Rio de Janeiro, novembro de 2014. 7º Festival Niterói em Cena.
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A CIGARRA, A FORMIGA E ESOPO
Companhia do solo – São Gonçalo/RJ

Um trabalho em que se destacam a grande interação com a plateia e o trabalho musical. A cena, que se encaminha mais para uma contação de história do que para um esquete teatral (sem juízo de valor nesta observação), toma como base a conhecida fábula da cigarra e da formiga. Porém, o autor Sérgio Caparelli tomou algumas licenças poéticas para fazer diversas adaptações na história original, deixando o conto um pouco mais contemporâneo e irônico. Outra qualidade do texto é o fato de que ele passa ao público algumas informações sobre Esopo, proporcionando reflexões em cima do próprio conto. Uma ressalva: infelizmente a história demora um pouco para progredir. Talvez pelo excesso de repetições de algumas brincadeiras e pala própria dinâmica com a plateia.
A direção da cena é bastante simples e prioriza a dinâmica do “maestro” com o público – coisa que ele faz muito tempo –, além de ter interferências precisas da atriz. Trata-se também de uma cena com grande empatia com a plateia. Mérito da ótima dupla de atores Gabriel Sant’Anna e Martha Paiva. A atriz, mesmo que com uma participação reduzida, acaba chamando bastante a atenção com sua composição divertidamente ranzinza da formiga.
No fim, o grupo convida o espectador a relativizar e atualizar a “moral da história” dessa e – consequentemente – de tantas outras fábulas, o que é uma contribuição relevante para o teatro infanto-juvenil, ao meu ver.
Diego Molina (panodefundo@gmail.com)
Rio de Janeiro, novembro de 2014. 7º Festival Niterói em Cena.
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JOGO DA VELHA
Companhia Ávida – São Gonçalo/RJ

Esquete mais premiado da mostra infanto-juvenil, “Jogo da velha” é uma agradável e inusitada surpresa. Num festival em que se destaca o grande número de cenas com temática nordestina (o que não é nenhum demérito) o esquete da Companhia Ávida chama a atenção pelo trabalho a partir de um conto popular africano de autor desconhecido (aliás, quem fez a dramaturgia?).
A visualidade do esquete é bastante impactante. Um ser monstruoso e enraizado representa a morte e dois atores pintados de um preto intenso são caracterizados como nativos africanos: tabus e conceitos do teatro infantil “tradicional” são quebrados com essa proposta, fugindo completamente do lugar comum, e não de forma gratuita, mas com muita propriedade e ousadia.
Mas o esquete não começa bem. O prólogo da morte acaba sendo um pouco longo demais – ajustes na dramaturgia são necessários. A partir da interação entre os três personagens, a cena cresce bastante. A sonoridade, as dinâmicas de luz e o movimento de cena são pontos extremamente positivos, que aos poucos vão elevando a potência do trabalho.
O elenco é um destaque à parte.  Ivan de Oliveira, Kadu Monteiro e Michael Alves apresentam grande disponibilidade e recursos corporais. Mérito também da direção segura de Gabriel Mendes.
“O jogo da velha” não é perfeito. Ainda precisa desenvolver algumas propostas que não estão cem por cento “azeitadas”. O jogo com o tambor, a dinâmica das palmas, o tom de voz do elenco – que às vezes vai para um lugar um pouco “teatral infantil” (no mal sentido) demais, e o próprio prólogo – como foi falado. Mas a temática investida, a visualidade, o ritmo e movimentação da cena e o trabalho em geral dos atores deixam claro que é um esquete de extrema qualidade! Se aprimorados esses pontos, o trabalho pode chegar a um nível sensacional!
Parabéns ao grupo pela pesquisa e realização de uma cena relevante, pela abordagem do tema da morte junto ao público infantil, e por ousarem (e conseguirem) sair do lugar comum.
Diego Molina (panodefundo@gmail.com)
Rio de Janeiro, novembro de 2014. 7º Festival Niterói em Cena.
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O VELHINHO E A MORTE
Creche na coxia – Cabo Frio/RJ

Uma das cenas mais premiadas da mostra infanto-juvenil, “O velhinho e a morte” é um esquete ágil e dinâmico, que toma um conto popular sobre “como enganar a morte” como base para sua dramaturgia. Aliás, os dois grandes vencedores do festival (o outro é “O jogo da velha”) tratam do mesmo mote.
A pesquisa do grupo a partir do teatro narrativo mostra bons e inventivos resultados. Os atores se utilizam de uma série de recursos para que a história seja bem contada, ganhando em ritmo e criatividade. O elenco se propõe inclusive a se transformar em objetos cenográficos.
A dramaturgia da cena está muito bem desenvolvida e em consonância com a direção – talvez pelo fato de que ambas são assinadas pela mesma pessoa, a competente Silvana Lima. A própria escolha da fábula é acertada, pois se trata de uma história instigante e muito bacana de ser trabalhada junto ao público infantil – saindo bastante do lugar comum. A teatralidade obtida pela direção chama bastante a atenção e encanta os olhos do público: tem até gente que voa! Em alguns momentos parecia desenho animado.
Trata-se de uma cena também muito divertida. O uso do humor, aliás, é fundamental para que o assunto da morte seja abordado de uma maneira acessível e leve junto às crianças.
Por fim, destaque para a qualidade e disponibilidade de todo o elenco. Estão seguros e realizam as marcas e movimentações com bastante precisão, e sem deixar de colocarem suas características individuais. O grupo merece toda atenção e respeito.
Diego Molina (panodefundo@gmail.com)
Rio de Janeiro, novembro de 2014. 7º Festival Niterói em Cena.
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CRÍTICAS MOSTRA INFANTO JUVENIL - DIA 9 (por Diego Molina)


A HISTÓRIA DO COCO
Sintonia Dominó – Rio de Janeiro/RJ

Mesmo que o texto original seja de “autoria desconhecida” há um trabalho dramatúrgico criado para o esquete. Por isso é importante que o grupo esclareça esse crédito na ficha técnica.
A direção de “A história do coco” acerta quando puxa a cena para frente do palco, aproximando o trabalho do público e facilitando a projeção da voz, pois o espaço não tem boa acústica. A cena, no que diz respeito à marcação e aos gestos dos atores, é bastante precisa. No entanto, há um certo excesso de estilização, também nesses dois quesitos, que, em alguma medida, acaba se transformando em maneirismos. Um pouco de objetividade poderia dar um resultado mais interessante ao trabalho: limpeza e sutileza na direção de movimento.
Apesar desta ressalva, o elenco se sai muito bem! Há um claro e prazeroso jogo no diálogo entre os atores, que passam muita segurança no trabalho e propiciam ao espectador a total compreensão do texto, no sentido de que se utilizam muito bem da projeção e articulação da voz. A boa comunicação com público é evidente.
A sonoridade também é um ponto positivo, imprimindo ritmo e charme ao esquete.
Trata-se, com mérito de toda a equipe, de uma história muito bem contada em cena.
Obs.: talvez o uso do termo “imaginário” ao se referir aos objetos utilizados pelos personagens seja desnecessário.
Diego Molina (panodefundo@gmail.com)
Rio de Janeiro, novembro de 2014. 7º Festival Niterói em Cena.
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MEU AVÔ ÁRABE
Multifoco companhia de teatro – Rio de Janeiro/RJ

A temática abordada pela equipe é bastante interessante e, ao meu ver, relevante, na medida em que disponibiliza ao público infantil o contato com uma cultura tão pouco abordada no Brasil e que possui uma tradição extremamente rica.
No entanto, mesmo que bem intencionada, a dramaturgia de “Meu avô árabe” carece de mais conflito e carpintaria, para que não caia na armadilha de se tornar um texto explicativo, com excesso de informações e pouca ação dramática. Talvez um recorte mais pontual, selecionando um ou dois eventos da relação da menina com o avô, e aprofundando-os, poderia ser um ponto de partida mais eficiente na reestruturação do texto. (Desculpem meu pitaco de dramaturgo. Hehehehe).
A atriz precisa trabalhar melhor seus recursos vocais para não arrefecer o final de algumas frases, que dificulta a compreensão do texto por parte do público. O trabalho interpretativo também poderia crescer na busca por uma maior variação do estado e da energia do personagem, para que a energia da cena não fique tão linear. A criação de momentos mais “dramáticos” na dramaturgia, como já falei, ajudaria também nesse sentido.
As interferências sonoras externas são, ao meu ver, quase sempre desnecessárias, pois diminuem a potência da atriz. Afinal, trata-se de um monólogo: a maior dona da história – no sentido de quem a conduz – é ela mesma (a atriz).
Diego Molina (panodefundo@gmail.com)
Rio de Janeiro, novembro de 2014. 7º Festival Niterói em Cena.
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CORDEL ENCANTADO
Garagem – Nilópolis/RJ

“Cordel encantado” coloca em cena dois atores e um músico na intenção de contar histórias sobre o folclore brasileiro e mostrar ao público a riqueza de algumas danças e coreografias do repertório popular brasileiro. Porém, um trabalho mais técnico sobre a dramaturgia traria um melhor resultado ao esquete, pois muitas vezes o texto se mostra apenas um pretexto para a demonstração musical/coreográfica da cena.
Isso acaba tornando o esquete mais longo do que deveria ser. A própria capoeira pode ser melhor explorada, para que tenha mais sentido e fique menos alegórica. Mesmo que se trate de um trabalho narrativo, uma espécie de contação de história, a expectativa, o suspense e a progressão dramática precisam estar presentes, para que se prenda a atenção do espectador. Há uma repetição demasiada na estrutura da cena que também cansa um pouco. A presença do músico no centro do palco chama ainda a atenção: por que o destaque, em detrimento aos atores? As histórias – e consequentemente a possibilidade de uma melhor compreensão/assimilação delas por parte do público – acabam ficando em segundo plano.
O elenco, apesar de apresentar bastante disponibilidade, precisa tomar cuidado com a solidificação de alguns maneirismos, para que o trabalho não fique um tom acima do necessário: quanto mais simplicidade e objetividade, melhor.
De uma forma geral, menos danças e mais conflitos dramáticos trariam um resultado mais potente ao esquete, ajudando, inclusive, no trabalho dos atores. A pesquisa do grupo é louvável, mas falta técnica para que as histórias sejam melhor contadas.
Obs.: a piada do “Itapipoca” é ótima!
Diego Molina (panodefundo@gmail.com)
Rio de Janeiro, novembro de 2014. 7º Festival Niterói em Cena.
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EM BUSCA DO RISO PERDIDO
Claurinas – Niterói/RJ

“Em busca do riso perdido” toma como pano de fundo a história de três primas palhaças que moram juntas e recebem a visita de uma tia sem senso de humor. No entanto, a trama acaba servindo mais como um pretexto para a realização de números clownescos do que para o desenvolvimento de uma história.
Como se trata de um esquete apresentado numa mostra teatral, acredito que a cena poderia investir mais tempo na dramaturgia e no conflito proposto e menos tempo nos números de palhaçaria. O excesso de jogos e brincadeiras – uns melhores que outros – acaba ralentando o ritmo do esquete. A direção também colabora um pouco com isso, na medida em que investe excessivamente em entradas e saídas de cena, sem fluidez das transições. Há momentos inclusive que o palco fica vazio. Do meio pro final, quando a tia mal humorada se transforma e embarca na brincadeira, o esquete cresce bastante.
As atrizes que interpretam as primas poderiam diferenciar melhor as personagens. Do jeito que está parece que as três têm a mesma personalidade. Além de não contribuir para a dramaturgia da cena, isso acaba frustrando um pouco o espectador, que quer ver figuras diferentes e dispostas a mudarem. A exceção se dá na personagem da tia: ela se transforma e tem uma energia própria, dando potência ao esquete.
O figurino é um tanto quanto colorido demais e acaba sendo uma metáfora da cena. Acredito que um trabalho mais objetivo e que dialogue melhor com a teatralidade (conflito e ação dramática) trará mais resultados. A pesquisa do clown é um caminho árduo e cheio de nuances. O grupo poderia investir mais na composição de seus personagens pensando através da ideia de contradição, saindo do lugar comum e ganhando em individualidade e profundidade – mesmo que “só” para divertir a plateia. As dinâmicas e números propostos podem também trabalhar mais com o “sim” do que com o “não”, para que haja de fato um jogo em cena: menos recusas e mais aceitações/tentativas.
Trata-se de um trabalho promissor e muito bem intencionado, mas que, ainda incipiente, carece de técnica e um pouco mais de pesquisa.
Diego Molina (panodefundo@gmail.com)
Rio de Janeiro, novembro de 2014. 7º Festival Niterói em Cena.
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O CANTO DE SASAKI
Trevo – Rio de Janeiro/RJ

“O canto de Sasaki” é um esquete com uma visualidade diferenciada mas que precisa investir mais na clareza da história, que acaba ficando um tanto confusa. Só consegui entender plenamente a proposta quando li o material informativo que me foi passado. Alguns dados da cena são muito difíceis de serem compreendidos somente através do que é visto/ouvido: onde eles estão? Quem são esses personagens? Que época é essa? O que essas pessoas querem?
A dramaturgia – em termos de ação dramática – é bastante frágil. Aparentemente, serve como uma plataforma para bonitas imagens e movimentos que carecem ainda de maior rigor técnico e objetividade. Há muita movimentação em cena, mas pouca ação.
Percebe-se claramente que há uma pesquisa sendo desenvolvida pelo grupo. No entanto, do jeito que está, o resultado ainda não mostra seu propósito, e as questões apontadas na proposta de encenação e na sinopse, apesar de bastante instigantes, ainda são apenas um projeto a ser alcançado. Afinal, do que trata a cena?
Diego Molina (panodefundo@gmail.com)
Rio de Janeiro, novembro de 2014. 7º Festival Niterói em Cena.
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A ERVILHA REAL
Proparoxítona – Rio de Janeiro/RJ

Uma cena animada, com enorme poder de interação com a plateia! A comunicação com os espectadores chama bastante a atenção, despertando o lúdico e a imaginação das crianças, que parecem se divertir durante a apresentação.
No entanto, o trabalho precisa de mais dramaturgia. A história é somente um pretexto para os jogos criados e para a construção de uma unidade estética/temática. Acredito que menos tempo de brincadeiras e mais situações de conflito e desenvolvimento dramático possam potencializar o esquete, ampliando, inclusive, o sentido dos próprios jogos.
A música clássica é um ponto bastante positivo na cena, imprimindo grandes “credenciais” ao trabalho, além de ajudar a compor o clima. A entrada dos personagens pela plateia também causa grande impacto e, junto com a música, são uma ótima apresentação do trabalho.
Uma observação técnica: durante a “tradução” realizada no início do esquete, por que a atriz não faz a mímica de todas as palavras, ao invés de fazer apenas de algumas?
“A ervilha real” é uma cena bem intencionada – com ressalva ao fato de que equipe pede à plateia que vote nela – mas que, aparentemente, carece de uma “questão” maior em sua justificativa. Poderia ganhar bastante se unisse melhor os divertidos jogos propostos a uma história com mais teatralidade. Afinal, pouco se modifica durante o desenvolvimento da cena – um dos dogmas das artes cênicas.
Trata-se de um esquete com uma grande plataforma, mas com conteúdo frágil.
Diego Molina (panodefundo@gmail.com)
Rio de Janeiro, novembro de 2014. 7º Festival Niterói em Cena.
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